sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

# Hiper-realismo



   O hiper-realismo faz uso de clichés, de imagens pré fabricadas e de alguns elementos do dia-a-dia, mas este tem um sentido inverso, procura conceder o valor das obras particulares. Este apenas retira a imagem massificada, recuperando-a como objecto de arte único.
  Os hiper-realistas, em geral, pretender referir os aspectos mais banais, tais como as cenas e atitudes da família, os detalhes captados pela observação.
  O hiper- realismo é um termo que serve para descrever um sinal de expansão e da cultura pós-moderna, também é um modo de caracterizaras via da realidade, especificamente quando perde a sua habilidade de distinguir a realidade da fantasia, e esta passa a ser um modo de deslocação do hiper-real.
   O Hiper Realismo é um estilo de pintura de quadros que visa alcançar a perfeição nos  mínimos detalhes.     

PINTURAS:

                                                               Alyssa Monks:
hiperrealismo1
hiperrealismohiperrealismo2
hiperrealismo3

   Porém, este estilo artístico vai mais além: assim como a pop art, o que o hiper-realismo propõe é a apropriação dos símbolos da cultura de massa e do cotidiano pela arte. Contudo, ambas as correntes artísticas voltam-se para aspectos diferentes dentro da proposta: a pop art se apropria de objetos estandardizados e ícones do mundo da mídia, enquanto o hiper-realismo busca conferir a algo massificado o valor de obra particular. Retira o objeto de seu circuito habitual - no caso das pinturas de Denis Peterson, isso se dá com a imagem original - e o recupera como objeto de arte. Como bem definiu o também Hiper-realista Richard Thorpe McLean, o que esses artistas fazem é “re-autenticar o evento fotografado como um puro evento pictórico.”
  Pintores como Denis Peterson são a mostra de como artes visuais e fotografia podem conviver harmoniosamente. Ele foi um dos pioneiros no uso das técnicas do hiper-realismo que surgiu entre as décadas de 1960 e 1970 nos EUA.
                                                                           Denis Peterson :
Hyperrealism Paintings by Denis Peterson
denis, fotografia, hiper-realismo, peterson, pintura
denis, fotografia, hiper-realismo, peterson, pintura
denis, fotografia, hiper-realismo, peterson, pintura
Incrível, a perfeição e  sensibilidade.
ESCULTURAS:
Mas não é só na pintura que os artistas se destacam no hiper realismo. Muitos escultures geniais desafiam os olhos do público trazendo imagens espetacularmente reais. um dos mais conhecidos, é o mestre australiano Ron Mueck:
ron mueck 3 Mestres do hiper realismo
Duane Hanson, escultor norte-americano é outro mestre capaz de nos impressionar com o realismo de suas esculturas, que retratam geralmente americanos obesos e urbanos em meio a compras, situações de trabalho ou apenas prostrados com o olhar perdido e triste.
2156466 qgd9a Mestres do hiper realismo
duane hanson man bench Mestres do hiper realismo

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

# Reciclando com arte. Jane Perkins-




 A artista Jane Perkins usa uma grande variedade de materiais encontrados em confecções tais como botões, brinquedos, pentes, fivelas de cintos e muito mais e reutiliza em quadros inspirados em obras de arte. 
Fantástico.!!!

jperkins_04




jperkins_03



jperkins_05







jperkins_02






quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

# Fotografia - Releitura de paisagens urbanas de Chicago- por: Jarosz

  O norte-americano Tim Jarosz fotografou as ruas da sua cidade e criou o projecto “Cityscape”. O designer gráfico e fotógrafo, nascido e criado em Chicago, refere que os seus trabalhos são sempre um reflexo do que aprecia no dia-a-dia. Nestas imagens, o artista registou vários locais por onde passa, transformando o seu aspecto tradicional em paisagens encantadoras.

  “Cityscape” é junção entre as duas atividades de Jarosz. Primeiro, foram feitas as fotografias. Em seguida, adicionou-lhes cor e retocou os contornos dos edifícios com a ajuda de alguns programas de edição que normalmente utiliza. Estas colagens finais acabaram por remeter a própria arquitectura de Chicago a um universo vintage e cheio de beleza “Eu sinto que, em alguns momentos, a minha arte é como uma espécie de volta ao passado “, confessa.
  “Eu acredito que a verdadeira arte está à nossa volta e tudo o que temos de fazer é sair à rua para descobrir”.
   Tim Jarosz, designer gráfico e fotógrafo, mostra precisamente essa arte no seu projecto “Cityscape”. O artista captou várias paisagens urbanas de Chicago – cidade onde nasceu e vive até hoje, compondo-as depois com retoques finais encantadores.


01_Tim_Jarosz_24_beautifulladies_20111216_bo_01.jpg
02_Tim_Jarosz_roof_tops_20111216_bo_02.jpg
03_Tim_Jarosz_20111216_bo_03.jpg
04_Tim_Jarosz_roof_tops_20111216_bo_04.jpg
05_Tim_Jarosz_roof_tops_20111216_bo_05.jpg
06_Tim_Jarosz_roof_tops_20111216_bo_06.jpg
07_Tim_Jarosz_18thstreet_20111216_bo_07.jpg

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

# O HOMEM E A MULHER- VICTOR HUGO



O Homem e a Mulher
Victor Hugo
O homem é a mais elevada das criaturas.
A mulher é o mais sublime dos ideais.
Deus fez para o homem um trono.
Para a mulher, um altar.
O trono exalta.
  O altar santifica.
O homem é o cérebro; a mulher é o coração.
O cérebro fabrica a luz; o coração produz Amor.
A luz fecunda.
O Amor ressuscita.
O homem é forte pela razão.
A mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convence.
As lágrimas comovem.
O homem é capaz de todos os heroísmos.
A mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece.
O martírio sublima.
O homem tem a supremacia.
A mulher, a preferência.
A supremacia significa a força.
A preferência representa o direito.
O homem é um gênio; a mulher, um anjo.
O gênio é imensurável; o anjo, indefinível.
Contempla-se o infinito.
Admira-se o inefável.
A aspiração do homem é a suprema glória.
A aspiração da mulher é a virtude extrema.
A glória faz tudo grande.
A virtude faz tudo divino.
O homem é um código.
A mulher, um evangelho.
O código corrige.
O evangelho aperfeiçoa.
O homem pensa.
A mulher sonha.
Pensar é ter no crânio uma larva.
Sonhar é ter na fronte uma auréola.
O homem é um oceano.
  A mulher um lago.
O oceano tem a pérola que adorna.
O lago, a poesia que deslumbra.
O homem é a águia que voa.
A mulher é o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço.
Cantar é conquistar a alma.
O homem é um templo.
A mulher é o sacrário.
Ante o templo nos descobrimos.
Ante o sacrário nos ajoelhamos.
Enfim, o homem está colocado onde termina a terra.
  E a mulher onde começa o céu.


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

# Colar de Carolina- Cecília Meireles





Colar de Carolina


Com seu colar de coral,
Carolina
corre por entre as colunas
da colina.

O colar de Carolina
colore o colo de cal,
torna corada a menina.

E o sol, vendo aquela cor
do colar de Carolina,
põe coroas de coral

nas colunas da colina.

                             

Cecília Meireles




domingo, 8 de janeiro de 2012

# PINTURAS QUE GANHAM VIDA. Remakes com pessoas em cena





   O Remake Project nos mostra que a obra de arte não é algo intocável. Pelo contrário, a obra de arte é comunicação e, como toda comunicação, ela depende de um receptor disposto e ativo.

  Não é à toa que vemos cada vez mais projetos que “refazem” obras consagradas: pinturas que viram fotografias, pinturas que viram esculturas com lego, filmes que viram infográficos, fotografias que fazem o caminho inverso e se tornam pinturas, enfim, as possibilidades são inesgotáveis.
*
O importante é estarmos com o nosso espírito livre para ver as diversas possibilidades que a arte nos convida.
Portanto, o que, de que, de quem, você gostaria de fazer um 
remake?
Pensando nesta pergunta, eu gostaria de fazer um remake da tela de
 Gustav Klimt- Mãe e filho-As três idades da mulher de 1905. 
Gosto muito do Klimt, pintei  uma cópia de sua tela  - "Dânae" - 1907 - 1908. 
Ficou uma cópia, uma releitura bem tosca, mas foi o meu limite
.Bom  mesmo é ver as imagens de todas as telas dele na net.
       Cópia : By Jane

                                        

                                                         Remakes que ganham vida..

© Remake Project, Maria Eduarda.


© Remake Project, Seth Johnson.



© Remake Project, Dora Maar.

                                                                                                    © Remake Project, Fanchon Bonnefois.

© Remake Project, Joshua Louis Simon.

                                        © Remake Project, Justin Nunnink.

 Remake Project, Kevin Thom.


                                                                                      © Remake Project, Marianna Oboeva.

© Remake Project, Natalie Pereira.







sábado, 7 de janeiro de 2012

# FELIZ NATAL !!!! Poesia de Maria Dolores, para o Natal e para todos os dias...

Natal




Escuta, alma querida,
as tragédias do mundo, longe ou perto,
são lâminas ao ar como açoites ao vento…
Lutas entre as nações e outras do sofrimento
dentro do próprio lar,
quais golpes a explodir;
Rugem conflitos, clamam desacertos,
mas enquanto a violência se encastela,
a palavra da fé nos roga clara e bela:
- “Trabalhar e esquecer, prosseguir, prosseguir…”.

Perdes almas queridas pela estrada
que se marginalizam sob a escolta
da tristeza, da mágoa e da revolta,
descrentes do porvir…
quanto a ti, age, lida e continua…
O Tempo há de busca-las no futuro
e a Lei já te alinhou sob o esquema a seguir:
- “Trabalhar e esquecer, prosseguir, prosseguir…”.

Não contes desenganos e pesares.
Consome qualquer dor na chama ardente
da confiança em Deus
que te mantém buscando a frente,
para que possas compreender e elevar…
Mãos na gleba do amor!…
Aprende a construir!…
E escutarás, então, de ânimo atento
A mensagem de Luz do próprio firmamento:
- “Trabalhar e esquecer, prosseguir, prosseguir…”.

Maria Dolores/Chico Xavier   do Livro Dádivas de Amor

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

# O DESEJO E SEUS OBJETOS.



     O desejo é feito do arranjo dos significantes ,é um efeito não  efetivado, porque o desejo não está dado. O desejo é sempre atual, biopsicossocial.
     Mas o que é desejo ? Desejar ? Ser desejante ?...
    O desejo é desejo do desejo do Outro, toda a consciência deseja se reconhecer no Outro.Na medida que o Outro também deseja reconhecer-se nela. A essência do desejo, é pois, de natureza contraditória, ela se sustenta não em si no primeiro momento, é o que se espera dela, mas ela se sustenta  em  relação a um Outro, e cria uma  ponte  entre a relação do desejo a si e a relação do desejo com o Outro.
     Nesta dialética , entendemos que nós só existimos como sujeitos, como consciência de si, porque o Outro existe como consciência oposta a mim. Só me reconheço na diferença. A partir do desejo do outro que eu passo a questionar sobre o que falei, sobre o que acho que sou.
    A relação do sujeito com o seu desejo é barrada pela dimensão da falta, da ausência de algo que poderia trazer prazer, harmonia entre o desejo e sua realização, o gozo, porque o desejo é sempre desejo de outra coisa, ele não se esgota em si mesmo, ele não se encontra consigo mesmo, porque ele é inalcançável, o objeto do desejo é um objeto perdido, faltoso, que continua dinamicamente dentro do sujeito procurando realizar-se de alguma forma. O desejo se realiza no imaginário, e ascende ao plano simbólico. O objeto do desejo não é uma coisa concreta que se oferece ao sujeito, ele não é da ordem das coisas, mas da ordem do simbólico.
    O desejo sempre vai renascer de forma idêntica a de como se originou, porque sustentado pela sua falta, pela sua  necessidade de gozo, pelo seu prazer, esta falta da “coisa”, cria um vazio que de novo vai preencher este espaço e tentar circunscrevê-lo com a ocupação de qualquer objeto, que sempre serão substitutivos do objeto faltante. De fato o objeto do desejo é sempre eternamente faltante.
    O desejo sempre vai escapar a síntese do EU, porque o Eu não é uma realidade original, ele sempre se refere a um Outro.
   Podemos nos questionar: Por que o príncípio do prazer nós é poupado ? Por que as forças e circunstâncias existenciais são tão aprisionantes? Por que somos todos exceções ? Por que queremos nos fazer exceções ?
    A resposta a estas questões   nos sugere pensar que precisamos avançar do príncipio do prazer para o princípio da realidade, ao qual Fred chama de processo educativo, que pode  nos levar ao insight. Este convite ao princípio da realidade nos faz encontrar a privação, a frustação, e a angústia da impossibilidade da realização de um desejo que sustentava em mim no princípio do prazer, pois o que queremos é a felicidade, e nos deparamos em muitos momentos com o questionamento sobre a infelicidade, o que é faltante.Importante neste momento é focarmos que lugar , que espaço ocupa em mim a felicidade e a infelicidade, quais valores  e sentimentos  estão falando mais alto na minha história de sujeito desejante.
     As pessoas que não realizam os seus desejos, seus ideais, ocasionalmente podem gerar neuroses. E as pessoas que realizam seus desejos , será que se sentem completas ? será que  este espaço que estava até então vazio  se plenificou ?
   Em muitas situações isto não ocorre, devido a esta impossbilidade de aceitar a plenitude como algo humano, no plano do possível.
    Freud relata casos de pessoas que adoecem exatamente quando seus desejos mais desejantes se realizam.O êxito adoece.O fracasso adoece.Tudo é ausência. Tudo é falta.Tudo é esfacelamento.Como sobreviver emocionalmente a estes hiatos da vida ? Por certo, o princípio  da busca de si mesmo, dos insights, da educação de nossos princípios de prazer , é que iremos encontrando o nosso ponto de equilíbrio.
    O desejo se faz palavra na demanda.” Falar é antes de mais nada falar a Outros”. As demandas circulam em torno do desejo, para ter acesso ao desejo tenho que ultrapassar as demandas.
  Concluimos ,que o desejo não é da ordem da satisfação, é da ordem da interpretação.Temos que interpretar  nosso desejo, e quem nos convoca a esta interpretação é o Outro.
    O desejo se realiza nos objetos, mas o que os objetos  assinalam e sinalizam é que sempre haverá uma falta, um impedimento, um sinal vermelho.

By: Jane ( Trabalho de Estruturas Clínicas I )